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domingo, 5 de maio de 2013

Dicas, dicas e mais dicas conceituais e práticas para auxiliar o professor e o aluno nas relações entre alfabetização, letramento e leitura.

"Somos animais simbólicos, pois necessitamos da representação."
            A escrita é patrimônio imaterial da humanidade. E a leitura deve ser percebida com um bem de imensurável valor. A leitura e a escrita pode tranquilamente ser percebida como uma tecnologia de ponta. Já a Literatura, essa é uma arte da linguagem verbal.



     Curta, veja e leia as dicas... conceituais e práticas para auxiliar o professor e o aluno nas relações entre alfabetização, letramento e leitura...




  • O leitor. (Filme:The Reader, 2008) - Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross)  se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.  Veja AQUI o filme completo.



TRAILER: 

  • Labirinto do Fauno (Filme: El Laberinto del Fauno, 2006 ) Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. O cineastaGuillermo Del Toro apresenta uma fábula sombria recheada de metáforas e alegorias. Além de ser puro entretenimento, o longa também é uma ótima refeição mental para os cinéfilos e amantes da literatura fantástica. O filme nos apresenta Ofelia (Ivana Baquero), uma menina de 10 anos fascinada por livros de contos e fábulas com fadas. 

TRAILER: 

  • A psicanálise dos contos de fadas - Em "A Psicanálise dos Contos de Fadas", Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes seu verdadeiro significado. O autor mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis.
  • Uma história da leitura - Em "Uma História da Leitura" encontram-se fragmentos de experiências de todo tipo de leitor: o encantamento com o aprendizado da leitura, a leitura compulsiva de tudo (livrinhos de escola, cartazes de rua, rótulos de remédio), o prazer de acompanhar a multiplicação dos significados de uma palavra, de descobrir o final da história. Ao narrar as conformações da leitura em diferentes épocas - com histórias como a do grão-vizir da Pérsia que carregava sua biblioteca quando viajava, acomodando-a em quatrocentos camelos treinados para andar em ordem alfabética -, Alberto Manguel nos ensina que a leitura é a mais civilizada das paixões e que sua história é uma celebração da alegria e da liberdade.
  • Literatura para quê? - Nesta obra, Antoine Compagnon propõe-se a responder à pergunta que intitula sua aula inaugural no Collège de France - 'Literatura para quê?'. O livro pretende ser uma reflexão sobre os poderes da literatura que colocam em relevo a convicção de que o texto literário ainda cumpre uma função no mundo do início do século XXI.
  • Fita verde no cabelo - Numa leitura do conto de fadas 'Chapeuzinho Vermelho', Guimarães Rosa mostra a trajetória das fantasias de uma adolescente até o confronto com a morte de sua avó, quando 'mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez'.
  • O Rei Gilgamesh -A lenda do Rei Gilgamesh é uma das mais antigas histórias escritas do mundo. É mais antiga que os poemas épicos de Homero. O valor desta narrativa de autor anônimo é, portanto, imenso dentro da história da literatura universal. 'Gilgamesh', foi um rei que viveu e reinou em Uruk, na Mesopotâmia, por volta do terceiro milênio antes de Cristo. Na lenda, Gilgamesh é metade homem e metade deus. A história - escrita em tábuas de argila há mais de 5.000 anos atrás - contém todos os valores humanos que os povos do mundo inteiro perseguem até hoje - amor, compaixão, perdão, coragem, amizade, lealdade e paz.
  • A bela e a Fera - livro de imagens - Este livro conta a história de uma linda moça que aceita ser devorada por uma terrível fera para salvar o pai. Mas a convivência entre ela e a fera faz nascer o amor. No final, uma surpresa incrível!
  • Marcelo, marmelo, martelo - Este livro nos mostra a esperteza e vivacidade com que seus personagens resolvem seus impasses: Marcelo cria palavras novas, Terezinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença e Carlos Alberto entende que não temos nada sem amigos.
  • Uma arara e sete papagaios - A Série 'Mico Maneco' procura oferecer às crianças uma fascinante aventura - aprender a ler, lendo. Apresentando personagens bem brasileiras, inseridas em histórias curtas e imaginativas, estes livros visam fazer da alfabetização um prazer. São vinte livros, agrupados em cinco coleções, que acompanham o leitor à medida que vai apresentando maior domínio da leitura.
  • Os anjos - A breve narrativa de um encontro místico.
  • O queijo e os vermes - Inovadora investigação da cultura das classes subalternas na Idade Média. Ao pesquisar julgamentos inquisitoriais, o historiador Carlo Ginzburg deparou-se com um excepcionalmente detalhado. Tratava-se do depoimento de um moleiro do norte da Itália, que no século XVI ousara afirmar que o mundo tinha origem na putrefação. Graças ao fascínio dos inquisidores pelas crenças desse moleiro, Ginzburg pôde reconstituir a trajetória de Menocchio num texto claro e atraente, e desembocar em uma hipótese geral sobre a cultura popular da Europa pré-industrial.
  • A princesa e o grão de ervilha, in O mundo encantado de Andersen - Um livro bastante antigo (1968), mas com muito a acrescentar. O Mundo Encantado de Andersen: Histórias escolhidas, publicado pela Editorial Martins Gomes S.A. Este é um livro que vale a pena, embora não esteja na moda lê-lo, este é realmente uma obra de grande importância para a leitura de todos, independente de idade.
  • Serafina e a criança que trabalha - A criança que trabalha em vez de estudar e brincar não só perde a infância como também a chance de um futuro melhor. Este livro foi escrito para informar as próprias crianças sobre o grave problema do trabalho infantil. A dura realidade das crianças que trabalham é mostrada com muito respeito pela personagem Serafina.
  • Exercícios de ser criança - Em duas histórias escritas em forma de poema - "O menino que carregava água na peneira" e "A menina avoada" -, Manoel de Barros revela toda a poesia e lirismo que estão por trás daquilo que os adultos costumam chamar de ingenuidade. O resultado é uma obra que fala direto ao coração da criança, e também à criança que há em cada um de nós.
  • O livro da escrita -  Faz parte da coleção "O Homem e a Comunicação" escrita por Ruth Rocha e Otávio Roth. História do processo de desenvolvimento da escrita; da pictografia ao alfabeto fonético, passando pela ideografia, escrita cuneiforme e o advento dos hieróglifos.

O Livro da Escrita

  • Asa de Papel - Marcelo Xavier é artista plástico autodidata. A atividade artística de seu atelier "Oficina Mágica" inclui cenografias, figurinos e adereços para espetáculos de teatro, música a, dança, carnaval e programas de TV. O trabalho com ilustração tridimensional que vem desenvolvendo desde 1986, é como uma síntese de tudo isso: personagens e objetos de cena são moldados em massa plástica, montados em pequenos cenários e fotografados. A aproximação com o público infantil, ocorrida a partir desses livros, acabou promovendo um intenso envolvimento do autor com a Arte Educação, o que acontece, sobretudo, nas oficinas de modelagem para crianças e professores realizadas em vários estados do país.



  • A importância do ato de ler em três artigos que se completam - Neste livro, Paulo Freire trata da questão da leitura e da escrita encaradas sob o ângulo da luta política com a compreensão científica do tema.
 


*** Anotações e conclusões minhas retiradas de uma incrível aula com a Nilma Gonçalves Lacerda.

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quarta-feira, 20 de março de 2013

LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO E LITERATURA INFANTIL:

UMA RELAÇÃO POSSÍVEL E NECESSÁRIA


"(...)sugerimos recorrer à literatura infantil, considerando-a capaz de ampliar o nível de letramento das crianças e de estimulá-las a aprender a ler e a escrever, revestindo a prática pedagógica de ludicidade." 

(LUCAS, Maria Angélica Olivo Francisco – UEM)


Ótimo texto!!! Essa é a minha prática e vai de encontro com o que penso sobre alfabetização e literatura. O aluno  envolvido no mundo literário tem a alfabetização mais tranquila, pois se dá naturalmente, sem pressão de forma fluida. Sei que existem casos mais complicados, diversas realidades , no entanto, a rotina da literatura na sala de aula permite ao aluno vivenciar múltiplas realidades, enriquecendo sua vida, seu vocabulário, sua leitura de mundo, viabilizando sua aprendizagem. 
O professor da Rede Municipal do RJ, tem acesso aos melhores livros de literatura nacionais e internacionais que são disponibilizados nas salas de leitura de todas as escolas. Já passei por várias escolas da rede, não me baseio em pesquisas oficiais, mas na minha observação, e com base nela, posso afirmar, que as escolas que conseguem injetar nos seus alunos e professores o hábito pela leitura de livros literários atingem melhores resultados.
A literatura tem o poder de nos tocar,  nos instigar, incomodar e transformar. Nós professores podemos fazer essa ponte, mediando o contato do aluno com a literatura dentro de um universo lúdico  Esse movimento facilitará e viabilizará o nosso trabalho e enriquecerá o universo dos alunos.

Veja o trabalho na íntegra:  http://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/5060_2491.pdf


Nós, professores da SME/RJ podemos transformar o nosso Rio, em uma verdadeira cidade de leitores.